A importância da instituição pública de ensino superior tecnológico para o ensino do empreendedorismo: análise do curso superior de tecnologia em gestão empresarial, na cidade de Guaratinguetá

  • Nathalia Rana Rosa Bernardo, Me. Universidade de Taubaté - UNITAU
  • Marilsa de Sá Rodrigues Tadeucci, Dra. Universidade de Taubaté - UNITAU
  • Elvira Aparecida Simões de Araujo, Dra. Universidade de Taubaté - UNITAU

Resumo

Este artigo tem por objetivo identificar a importância da Instituição Pública de Ensino Superior Tecnológico para o ensino do empreendedorismo. O método de pesquisa empregado para a elaboração deste artigo fundamenta-se na pesquisa exploratória, e quanto ao delineamento, a pesquisa se classifica como bibliográfica e documental. No Brasil, o empreendedorismo é um assunto que tem se popularizado nas últimas décadas, em especial, pela preocupação referente aos altos índices de mortalidade das empresas e também porque, assim como nos países desenvolvidos, a prática empreendedora tem sido cada vez mais vista, como uma fonte de geração de empregos, riqueza e desenvol- vimento. Atualmente, o Brasil ocupa a décima terceira posição no ranking mundial de empreendedorismo, sendo considerado, por isso, um dos países mais empreendedores do mundo. Contudo, historicamente, o índice de empreendedorismo por oportunidade, que reflete o “lado positivo” da atividade empreendedora, no país tem estado abaixo do por necessidade, o que tem contribuído para o elevado índice de mortalidade de empresas, uma vez que a criação de empresas por si só não é capaz de promover o desenvolvimento, a não ser que esses negócios estejam focando oportunidades no mercado. A discussão em torno do ensino do empreendedorismo se faz necessária como uma alternativa ao insucesso de muitos negócios, e também como um importante auxílio na formação de melhores empresários e na geração de empresas mais consistentes que tenham maiores chances de êxito. Os Cursos Superiores de Tecnologia favorecem a formação de mão de obra qualificada em um caráter mais especialista o que permite uma duração menor dos cursos, média de 3 anos, possibilitando, de maneira mais acelerada, o aumento do número de profissionais com educação superior, permitindo também, o surgimento de empreendedores que buscam no mercado oportunidades que tendem a favorecer o desenvolvimento econômico e social local e/ou regional.

Publicado
2018-01-19
Seção
Artigos