Novas masculinidades, afetos positivos e consumo: a reiteração da palavra masculinidade no Jornal do Brasil de 1970 a 2010

Resumo

A partir do pressuposto de que a reiteração de palavras na imprensa circunscreve campos que operam um direcionamento de posições e obrigações sociais, o objetivo do presente artigo é discutir, a partir de um mapeamento da palavra “masculinidade”, como é construído o tensionamento de sentidos entre a masculinidade (no geral) e as particularidades da nova masculinidade no jornalismo, com foco nas reportagens publicadas pelo Jornal do Brasil entre 1970 e 2010. Utilizando a metodologia de Análise de Conteúdo, iremos estudar quais são os apelos convocacionais pressupostos nas reportagens cujo tema é as novas masculinidades. A partir da análise, é possível entrever essa temática não circunscreve apenas a adoção de novos hábitos por parte dos homens, mas sim, um campo de sentidos que esvazia o termo masculinidade de sua negatividade e, com isso, reforça hierarquias de gênero.

Biografia do Autor

Eliza Bachega Casadei, Escola Superior de Propaganda e Marketing

Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Pós-doutorado no Programa de Comunicação Midiática da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FAAC-UNESP). Professora Titular do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Práticas do Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (PPGCOM-ESPM). Email: elizacasadei@yahoo.com.br

Publicado
2020-02-17
Seção
Artigos